Promessa de rapidez, BRT de Campinas completa 1 ano com queixas, mato alto e atrasos

  • 22/04/2026
(Foto: Reprodução)
BRT de Campinas acumula 418 reclamações em três anos por falhas e demora nas linhas Quase um ano após o início da operação completa, o sistema de corredores de ônibus BRT de Campinas (SP), que prometia mais rapidez no transporte público, acumula problemas e um salto no número de reclamações de usuários. Queixas sobre atrasos, falta de manutenção nas estações e problemas de infraestrutura fizeram o número de registros de reclamações na Emdec chegar a 418 em três anos, sendo que o número saltou 347% de 2023 para 2024. Reclamações sobre o BRT na Emdec 2023: 42 2024: 188 2025: 188 2026: 6 (até 15/3) O sistema, que começou a ser implementado em 2017, atende hoje mais de 73 mil passageiros por dia útil nos corredores Campo Grande e Ouro Verde. No entanto, a realidade encontrada pelos usuários inclui mato alto, lixo, calçadas danificadas e falhas na operação, como portas de estações que não abrem. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp 'É uma luta' Em uma volta pelas estações, a reportagem da EPTV encontrou diversos problemas. Na estação Vila Teixeira, o mato no canteiro central já encobre a placa de identificação. "Tá mais alto do que eu. Faz muito tempo que não corta", relatou a passageira Rosângela, que disse ter 1,49m de altura. As queixas se repetem em outras paradas: Piso tátil danificado e sacos de lixo na estação Vila Teixeira. Portas que não abrem, fazendo com que motoristas não parem no ponto, segundo a telefonista Cristina Rodrigues. Sujeira e falta de bancos na estação Jardim Miranda. "É muita gente, menos banco. As pessoas ficam meia hora, mais de meia hora em pé", conta a passageira Maria Rosa. Piso danificado na estação Nova Esperança, com risco de acidentes. Mato alto em estação está entre as reclamações de usuários do sistema de corredores BRT em Campinas (SP) Reprodução/EPTV Atrasos e descrédito A promessa de intervalos de 5 minutos entre os ônibus do sistema BRT também não é cumprida, segundo os usuários. A reportagem cronometrou uma espera de quase 9 minutos em um horário de menor fluxo. Uma passageira, no entanto, relatou que a demora é ainda maior. "Normalmente nem é de 10 minutos, às vezes até de 20 minutos", disse a artista plástica Romilda Dias. Questionada se já reclamou nos canais oficiais, ela desabafa: "Não adianta. Você fala, prega no deserto, você fala ao vento", afirmou Romilda. O que dizem os responsáveis A Secretaria de Serviços Públicos informou que realiza manutenção frequente para roçar o mato no entorno da estação Vila Teixeira e que uma nova limpeza deve ocorrer até o final da próxima semana. Já a Emdec, responsável pela gestão do transporte, atribuiu a alta nas reclamações ao início da operação de novas linhas no sistema, e que a falta de bancos é um problema motivado por vandalismo e furto. A empresa disse que casos como falha nas portas são "situações pontuais", e que a manutenção é acionada para resolver o problema em cerca de 15 minutos. Sobre os atrasos, a Emdec admitiu que a operação está comprometida por "situações recorrentes da falta de veículos" e que tem cobrado as empresas operadoras pela manutenção preventiva da frota. A Emdec defendeu que a situação apontada pela usuária, de espera de 20 minutos, não ocorre no cenário atual, "em função da variedade de linhas disponíveis no corredor", e que os intervalos entre um ônibus e outro foram estimados em 10 minutos. Veja nota da Emdec na íntegra: "O aumento no número de solicitações envolvendo o sistema BRT é explicado pela operação gradativa das linhas. A operação piloto começou em novembro de 2022 e se estendeu até janeiro de 2024. São sete linhas em operação atualmente. Situações que envolvem complemento da acessibilidade de estações e terminais são realizadas por equipes próprias da Emdec. Há reparos neste sentido já programados. A falta de bancos é motivada, muitas vezes, por vandalismo e furto (foi este o caso da Estação BRT Jardim Miranda). Sobre as portas automáticas, quando há situações pontuais de inoperância, as portas de emergência são acionadas, assim como as equipes de manutenção. Em geral, o problema é solucionado em cerca de 15 minutos. A Emdec vai reforçar, nos treinamentos dedicados aos motoristas do transporte público, as orientações envolvendo o embarque e desembarque de usuários. É importante que a queixa seja repassada também aos operadores, já que os motoristas foram treinados pela Emdec para esse atendimento logo no início da operação dos corredores. A operação de parte das linhas que circulam no BRT Campo Grande está comprometida pelas situações de falta de veículos, que comprometem o cumprimento das viagens previstas. A situação apontada pela usuária (espera de 20 minutos) não ocorre mesmo no cenário atual, em função da variedade de linhas disponíveis no corredor. Os intervalos entre um ônibus e outro foram estimados em 10 minutos. A Emdec vem autuando os operadores, reforçando a fiscalização nas garagens e cobrando a manutenção preventiva dos veículos." VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/04/22/promessa-de-rapidez-brt-de-campinas-completa-1-ano-com-queixas-mato-alto-e-atrasos.ghtml


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